GV #013 – SEM-TETO DEIXA A RUA E HOJE FATURA MAIS DE R$ 1 MILHÃO POR ANO

GV #013 – SEM-TETO DEIXA A RUA E HOJE FATURA MAIS DE R$ 1 MILHÃO POR ANO


Olá, GV, tudo bem? Hoje, eu estou recebendo aqui Marcelo Óstia.
Ele é o fundador da Camisetas da Hora. Ele é proprietário de uma rede de mais de 360 micro-franquias,
espalhadas, em sua maioria, no Brasil, e também com duas micro-franquias no Japão e Argentina. Começou do zero e tem uma linda história de
sucesso para contar para nós aqui, no nosso novo vídeo do Geração de Valor.
Tudo bem, Marcelo? – Tudo bom, Flávio. Obrigado.
– Tranquilão? – Ótimo.
– Obrigado por ter vindo, Marcelo. Cara, como que começou toda essa
história, conte para nós aqui. Vamos lá. Eu comecei a me interessar por
camisetas aos sete anos de idade, quando eu ganhei uma camiseta do Batman. A diferença da camiseta é que tinha o meu nome
por toda a camiseta e eu cresci com aquilo, por um tempo, imaginando como o Batman tinha
colocado o meu nome por toda a camiseta. E quando fiz 11 anos de idade, fui trabalhar
em uma empresa, em uma multinacional, e, aos 20 anos, eu sai dessa empresa. Surgiu a oportunidade de eu montar o
meu primeiro próprio negócio. Aí, comecei como xerox, em casa e tal, e, nisso, surgiu uma empresa lá na cidade de Itu que fazia camiseta, né, mas ele não sabia fazer a arte. Fazer a arte é criar a estampa e tal,
e eu também não sabia, mas fui aprender para atender esse cliente. Com o passar do tempo, essa empresa faliu
e eu vi a oportunidade de atender o meu município vendendo camiseta.
Comecei vendendo camiseta… – Qual a idade que você tinha nessa época?
– Nessa época, eu tinha 19 anos. Aí, eu comecei fazendo camiseta de formandos. E a empresa foi crescendo, crescendo e,
infelizmente, ela veio a falir por eu ter confiado em um fornecedor. Antecipei um pagamento para esse fornecedor e ele desapareceu. Então, através disso, eu fui correr
atrás dessa empresa que tinha sumido com o meu dinheiro e
vim parar em São Paulo. Bom, então, vamos lá.
Você teve a sua primeira decepção, que, ao montar o seu negócio, você tomou um
cano e ficou na mão. Exatamente. Tomei um cano e fiquei na mão. Aí, vim para São Paulo correr atrás da empresa,
do fornecedor que tinha sumido com o nosso dinheiro, e nos deparamos com a rua
Brescia, que lá só vendia camiseta lisa. Então, o pessoal, o Brasil inteiro ia pra
Brescia comprar camiseta, mas não tinha ninguém que personalizava ainda. Então, surgiu a ideia de oferecer meus
serviços para uma dessas empresas. Imediatamente, uma das empresas aceitou
e eu vim pra São Paulo. com uma mão na frente e outra atrás,
com apenas 50 reais no bolso, eu e o meu amigo, né, que
na época era meu sócio. Chegamos na empresa, fomos oferecer
nosso trabalho, ele aceitou. A hora que a gente se instalou na empresa eu falei: “E aí como que funciona, como que eu
almoço, onde que eu vou morar?” Daí ele falou: “olha, meu amigo… Marcelo, eu não
te conheço, não sei quem você é, estou te dando… …a oportunidade de você mostrar o seu trabalho, então, mostre o seu trabalho e da porta pra fora se vira.”
Eu fui me virar. Então, assim, a única chance que a
gente tinha era alugar uma vaga de estacionamento, que ficava em frente a loja dele, porque um
apartamento custava muito alto, a gente não tinha, só tinha 50 reais no bolso. Então, a saída foi alugar o estacionamento. Como é que era? Como que vocês moravam
no estacionamento? Me explica. A primeira semana tinha que dormir no
chão mesmo, só um cobertor, o meu travesseiro era feito de camiseta,
então, eu pegava uma camiseta, enchia de camiseta usada, suja, pra dormir. Então, eu ficava vagando pelo Brás, ate dar 11 horas da noite, porque, assim, o barulho era muito. Então, assim, todo mundo, os curiosos,
todos os dias, iam perguntar por que a gente estava ali. Então, quando eu comecei a ter uma grana, eu voltava pra Itu e… eu voltava pra Itu e no dia de ir embora,
voltar pra São Paulo, eu passava final de semana em Itu, no dia
de ir embora, eu lembro que eu chorava muito, igual quando criança chega no primeiro
dia na escola e não quer entrar, eu não queria voltar pra São Paulo. Porque era triste.
– E o que fazia você voltar? O que fazia era o sonho. Eu gostava de trabalhar com camiseta,
então, eu estava buscando realizar e ser o melhor estampador de camiseta do mundo. Então, na época, era isso que eu tinha. Ou eu voltava pra São Paulo, trabalhava
e ganhava o meu dinheirinho e fazia aquela rotina, ou eu voltava pra
Itu e ia trabalhar pra um terceiro. No meio desse processo, você chegou a
ouvir de alguém para que você abandonasse essa ideia, que você
procurasse um emprego estável, como uma pessoa normal, por exemplo? Sim. Isso aí foi o que mais eu ouvi. Chamado de maluco acho que foi, não dá
nem pra contar quantas vezes, até por familiares. “Larga dessa vida, você é maluco, vai trabalhar…” – Você contava pra eles que dormia no estacionamento?
– Contava. Quanto tempo você ficou ali naquele estacionamento? Durante três meses. Três meses… Três meses. Depois… Era difícil a alimentação, porque vocês
não tinham recurso pra se alimentar.. Não tinha recurso pra se alimentar,
não tinha onde tomar banho, tomava banho em tanque, então, era o
famoso banho de checo, gelado. Você não lavava roupa? Não lavava, não tinha como lavar. Eu levava, quando eu comecei a voltar pra Itu, eu levava. Você lavava em casa. Ou seja, você
passou por uma situação extrema. Extrema. Extrema, por conta de lutar por um
sonho que você acreditava. Seu sonho era ser o maior estampador de
camisas do mundo. Exatamente. Você queria acontecer naquela área,
você tinha uma visão, enxergava que ali existia uma oportunidade,
por conta de uma experiência que você teve na infância e você estava lutando por esse sonho, pagando o preço pra lutar por esse sonho. Quando foi que você começou, no meio
dessa trajetória, a receber, a colher os primeiros frutos ali? Foi depois
de três meses? Como é que foi? Foi quando eu vi que deu, a ideia
deu certo em São Paulo, voltei por incompatibilidade de ideias. Desculpa, você diz ideia deu certo
porque começou a vender, as camisas começaram, as vendas
começaram a aumentar, das camisas. Em São Paulo, deu certo. Aí, por incompatibilidade lá com o dono
da loja que eu vendia camiseta, vendia a estampa, eu saí e voltei pra Itu. Aí, chegando em Itu, a Andréia grávida,
fui surpreendido, ela estava grávida. E, quando você descobre que você vai
ser pai, você quer dar o melhor, você que ser o homem da casa. Aí surgiu a ideia de montar uma loja
em Itu, eu ia montar uma loja pra voltar a fazer camiseta de formandos. O que me fez ir pra internet é que a
loja custava 450 reais o aluguel, um aluguel fixo, e a loja virtual custava 300 reais. Eu optei pela loja virtual, falei, meu, pelo Mercado Livre, o negócio já esta dando certo, vou
montar minha marca e vou arrebentar. Bom, você vende hoje oito mil camisetas
por mês, todas elas online. Todas elas online. Ou seja, você vislumbrou o mercado online,
você vislumbrou essa oportunidade e você apostou as suas fichas nisso, não é? Quais são as suas metas pra este ano,
tanto de franquias, porque, estou vendo que você tem 360 micro
franquias, depois, eu quero que você explique o que é micro franquia, e quais são suas metas para este ano. Até dia 31 de dezembro, que o
Camisetas da Hora completa sete anos, eu tenho que estar com mil micro franquias. Também pretendo montar uma confecção. Após montar essa confecção, pretendo dar
continuidade nas micro franquias. E metas de vendas de camisas,
qual é a sua meta pra este ano? Olha, até a Copa, eu acredito que vou
chegar a vender 20 mil camisetas/mês. Vinte mil camisetas mês. Isso vai representar
um faturamento de quanto por ano? Olha, aproximadamente três milhões. 3 milhões por ano. Bom, pessoal,
essa história fala por si só. Ela dispensa qualquer comentário, porque o que nós mais escutamos é que a ausência de capital impede que as pessoas possam investir, impede que as pessoas possam construir um sonho. Como vocês puderam observar, Marcelo, você não teve nenhuma injeção de nenhum investidor internacional… Ainda não. Nenhum banco? Ainda não. Ou seja, você começou com o seu próprio esforço. Sim. É possível começar pequeno e ir crescendo
lentamente e fazer projetos, não é possível? É possível começar pequeno e pensar grande. … pensando grande. Que conselho você daria para quem hoje quer começar um negócio? Bom, acho que eu vim com a camiseta certa hoje. O não é muito fácil, não, todo dia, a gente tem não. O sim já é difícil, o sim dá trabalho, o trabalho dá trabalho. O sim nos dá medo, o sim a gente pode mudar o mundo, o, sim, eu sou maluco, mais um maluco.
Então, é acreditar mais. Se você, primeiro, você tem que desenvolver
uma coisa que você ame fazer, no meu caso, eu amo fazer camiseta, vender camiseta, então,
se hoje eu ganhar um salário mínimo vendendo camiseta ou ganhar um milhão
por ano vendendo camiseta, eu sou o mesmo Marcelo, entendeu? Então, eu amo o que eu faço e, através do meu
amor, do que eu faço, do que eu vendo, eu consigo ajudar outras pessoas
através da micro franquia. Então, eu tenho plano de 600 reais, ó,
já vai começar com o dobro do que eu comecei, eu comecei com
300 reais, até 12 mil reais. Então, hoje eu tenho pessoas que já
são aposentados, eu tenho pessoas que estavam passando por depressão,
eu tenho também advogados, eu tenho dentista que são micro franqueados,
cada um com o seu objetivo, cada um tem a sua meta de venda,
cada um vende por um segmento, então, acho que é isso. Bom, se você estiver interessado em comprar
uma camiseta da Camisetas da Hora, você pode entrar aqui nesse site que está aqui embaixo. Nesse site também a pessoa pode ter acesso a conhecer como pode ser um micro franqueado, não pode? Exatamente. Aí, você pode conhecer o modelo de negócio criado pelo morador de uma vaga de garagem
no centro de São Paulo. Se o Marcelo pode, a gente tem convicção, Marcelo, que se uma pessoa pode, qualquer pessoa pode. A história do Marcelo, que nós trouxemos aqui, agora, ela tem esse único objetivo: te encorajar,
te incentivar a acreditar nos seus projetos, acreditar no seus sonhos, porque o Marcelo foi
um guerreiro que acreditou no sonho dele e não desistiu, mesmo com tantas decepções, não desistiu. Então, parabéns e obrigado mais
uma vez pela sua história inspiradora e eu tenho certeza que você também ficou bastante inspirado e acreditando mais ainda, um pouco mais, no seu potencial, ok? Se você ainda não conhece o Geração de Valor, entre na nossa página no Facebook. Ali, o Marcelo está por lá também,
eu estou lá pra gente interagir e transmitir um pouco do conhecimento
de quem já fez acontecer pra quem está querendo fazer acontecer. É isso aí, pessoal. Até a próxima.

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